Bolsas da Europa fecham majoritariamente em queda com Fed e Itália

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As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, 9, em meio a sinalização do Federal Reserve (Fed) de que a economia dos EUA segue robusta e que, diante disso, novos aumentos graduais de juros são esperados. Além disso, incertezas em torno do Brexit e da situação fiscal da Itália em meio a um alerta dado pelo banco central do país também pesaram nas negociações. O índice Stoxx 600 caiu 0,42%.

A bolsa de Londres fechou em queda de 0,49%, aos 7.105,34 pontos; Paris caiu 0,48%, aos 5.106,75 pontos; enquanto Frankfurt subiu 0,02%, aos 11.529,16 pontos. Já a bolsa de Milão teve a maior queda, de 0,88%, aos 19.258,11 pontos; Milão caiu 0,46%, aos 9.134,80 pontos, e Lisboa perdeu 0,01%, aos 5.020,43.

Após decisão de quinta-feira, o Fed voltou ao centro das atenções. Como se esperava, o BC manteve seus juros básicos inalterados após concluir reunião de política monetária, mas reiterou que prevê "mais aumentos graduais" e não fez menção à recente turbulência que sacudiu os mercados financeiros globais, sugerindo que permanece confiante na recuperação econômica dos EUA. Além disso, o BC apontou que a perda de fôlego dos investimentos das empresas na passagem do segundo trimestre para o período entre julho e setembro não era algo preocupante.

O BC americano, que já elevou juros três vezes este ano, praticamente não deixou dúvidas de que irá elevar as taxas novamente em dezembro. "A declaração do Comitê Federal de Mercado Aberto não mudou de uma maneira que pudesse levantar dúvidas sobre o próximo aumento de taxa de juros em 19 de dezembro", apontou o Unicredit. Investidores temem uma acelerada dos juros americanos ao mesmo tempo que temem uma desaceleração mundial. Além disso, taxas de juros mais altas tendem a prejudicar as ações, já que os investidores acreditam que as empresas terão menos espaço para dividendos.

Questões internas também não saíram do radar dos investidores. Em meio a informações desencontradas sobre um possível acordo de saída do Reino Unido da União Europeia nos últimos dias, as incertezas ainda prevalecem. Na Itália, a situação também segue desfavorável em meio à aproximação da data limite (na próxima terça-feira) para que Roma entregue seu projeto de orçamento revisado à UE.

Hoje, o ministro de Finanças de Portugal e presidente do Eurogrupo, Mario Centeno, afirmou em entrevista coletiva conjunta com o ministro de Economia e Finanças da Itália, Giovanni Tria, que um plano orçamentário italiano revisado seria uma oportunidade para o governo do país dissipar as dúvidas e incertezas que têm chacoalhado os mercados nas últimas semanas. Também pela manhã, o Banco da Itália disse que o orçamento expansionista da Itália não garante o crescimento e que as metas de crescimento do PIB do governo parecem ambiciosas, considerando as recentes tendências econômicas.

Entre os setores com maiores quedas, destaque para os bancos. O UBS recuou 2,65% depois que o Departamento de Justiça dos EUA moveu uma ação contra o banco por perdas de investidores ligadas a títulos hipotecários antes da crise financeira. Na Alemanha, a Thyssenkrupp caiu 9,21% depois de cortar suas perspectivas de lucro pela segunda vez este ano.

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