Em campanha na Rocinha, Haddad promete retomada das obras do PAC

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O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, fez campanha na manhã desta sexta-feira, 14, na Rocinha, em São Conrado, bairro da zona sul do Rio, onde prometeu, caso seja eleito, a retomada imediata das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como forma de gerar emprego rapidamente e melhorar a qualidade de vida das parcelas menos favorecidas da população.

"A maior reivindicação dessas comunidades é a retomada das obras do PAC, porque elas melhoram a qualidade de vida e geram emprego imediatamente para uma juventude que está sem opção", afirmou o candidato petista, acompanhado de sua vice, Manuela Dávila (PCdoB), e do candidato do PT ao Senado, Lindbergh Farias. "A retomada das obras do PAC tem que ter um critério social também."

Quando perguntado de onde o governo tiraria recursos para retomar as obras do PAC, o candidato respondeu: "o grande problema hoje é o teto de gastos; o teto de gastos é uma medida que não funciona porque não abre espaço fiscal para investimentos", explicou Haddad. "E sem investimento público, sem consumo das famílias, sem crédito barato, a economia não vai ser retomada e o problema fiscal vai se agravar em vez de melhorar."

Segundo Haddad, a economia brasileira só poderá ser retomada com um conjunto de medidas que abarca a reforma tributária e a reforma bancária. "A reforma tributária vai aumentar a renda disponível das famílias e, com a reforma bancária, vamos induzir uma diminuição nas taxas de juros", disse Haddad. "Já que não existe concorrência entre eles (bancos), o governo vai regular."

Sobre uma possível influência direta de Luiz Inácio Lula da Silva em seu governo, Haddad respondeu: "O plano que registramos no TSE foi feito por muitas pessoas, mas cada linha foi validada pelo presidente (Lula) e por mim", disse. "Temos um projeto a construir, ele já foi consultado e validou o plano de governo."

Haddad falou também sobre os planos de a Polícia Federal assumir a investigação de alguns crimes como forma de ajudar as polícias locais. "Vamos ajudar os Estados a cumprirem metas de redução da violência", garantiu.

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