Após ata do Fed sem novidades, dólar cai influenciado por exterior e correção

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Após a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) não trazer novidades, o dólar não exibiu reação ante o real nesta quarta-feira, 11, e seguiu sua trajetória de queda vista desde o início do pregão. Entre os motivos observados por profissionais do mercado, estão uma correção das recentes altas, amparada por um giro financeiro baixo em véspera do feriado no Brasil, e a desvalorização generalizada da moeda no exterior.

"A ata do Fed trouxe mais do mesmo. Ainda que o mercado esperasse alguma inclinação mais forte a mais um aumento na taxa de juros neste ano, a verdade é que a instituição não pÔde sinalizar coisas diferentes do que já tem feito, pois se não funcionaria como 'insider'. Além disso, é do tom do Fed ser conservador", explicou o diretor da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva.

Apesar de muitos dirigentes ainda preverem outro aperto monetário neste ano, vários apontaram que a decisão de subir os juros depende dos dados econômicos, sobretudo o de inflação, que reluta em atingir a meta que o Fed considera saudável para uma elevação, de 2%.

"A probabilidade de uma elevação de juros em dezembro subiu para 86% logo após a ata, com base nas taxas dos Treasuries, mas logo voltou para 75%. Ainda assim, acredito que o Fed deverá elevar os juros porque embora os dirigentes demonstrem preocupação, a intenção deles é de alta. Mas isso já está no preço", pontuou o gerente da mesa de câmbio do banco Ourinvest, Bruno Foresti.

A moeda americana veio de uma trajetória de queda desde o início do pregão. Segundo os especialistas, a divisa passou por uma correção das recentes altas, ajudada por uma desvalorização ao redor do globo. "As moedas emergentes sofreram muito com o episódio da Turquia esta semana e agora, passado o momento, passaram por correção", disse Foresti. No domingo, os EUA suspenderam os serviços de visto não relacionados à imigração a partir de suas instalações diplomáticas na Turquia, após a prisão de um funcionário do consulado, o que gerou uma tensão diplomática.

No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,41%, aos R$ 3,1709. O giro financeiro somou US$ 974 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1603 (-0,74%) e na máxima, R$ 3,1727 (-0,35%).

No mercado futuro, o dólar para novembro caiu 0,27%, aos R$ 3,1805. O giro financeiro somou US$ 15,46 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1690 (-0,62%) a R$ 3,1830 (-0,18%).

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